Atuações da instituição na Coordenação Nacional e no Conselho de Coordenação do movimento colaboraram com o cumprimento de metas.
A Campanha de Alavancagem a Projetos de Restauração Florestal foi uma das grandes ações do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, movimento que completou 12 anos de existência em abril de 2021. Em parceria com o Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan), unidade regional do Pacto em Pernambuco, a Campanha, próxima do encerramento neste meio do ano, celebra o alcance de mais de 3 milhões de árvores plantadas em territórios da Mata Atlântica brasileira.
Integrando o Pacto quase desde sua fundação, em 2009, o Cepan apresenta protagonismo marcante ao longo da trajetória do movimento. Entre 2015 e 2019, o presidente da instituição, o pós-doutor em Biologia Vegetal Severino Ribeiro, ocupou a Coordenação Nacional do movimento. A governança foi marcada pela descentralização de ações com a criação de Unidades Regionais (URs) do Pacto em diferentes estados, visando amplificar resultados e aprimorar articulações nas variadas regiões do bioma no país.

Iniciativas de restauração nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo*
Também destaca-se o ano de 2017, quando a Campanha de Alavancagem a Projetos de Restauração Florestal foi lançada. O Cepan articulou parceria entre o Pacto e a startup alemã Ecosia para subsidiar o plantio de 1 milhão de árvores. No entanto, a meta foi superada através de esforços em articulação técnica e distribuição de recursos. “Foi a primeira ação executiva do Pacto, um marco tanto para o movimento quanto para as ações do Cepan”, relata Joaquim Freitas, coordenador geral do Cepan.
Hoje, a Campanha se encaminha para sua finalização, alcançando quase 3,2 milhões de árvores plantadas e 1.718 hectares restaurados. Ao longo do processo, o Cepan atuou pela mobilização, análise, suporte técnico e repasse de recursos a 19 instituições participantes – ONGs, empresas privadas, autarquias e órgãos públicos. A Campanha de Alavancagem chegou a ser alvo de estudo no livro “Restauração de Paisagens Florestais e Oportunidades Sociais no Mundo Tropical”. Conheça!
“No Pacto, a gente consegue atuar em equipe dentro de territórios, com um planejamento mais amplo. Ganhamos força institucional e coletiva para promovermos ações e políticas públicas concernentes à restauração da Mata Atlântica no Brasil”, pontua Joaquim, que figurou o Cepan no Conselho de Coordenação do Pacto no biênio 2019-2020. A instituição segue presente e atuante com vistas ao cumprimento de uma meta ainda mais desafiadora do Pacto – 15 milhões de hectares de Mata Atlântica restaurados até 2050.

Em verde, domínio da Mata Atlântica no Brasil. Em Vermelho, áreas recuperadas pela Campanha*
Endossando a representatividade feminina na restauração florestal, a coordenadora técnica do Cepan, Fabiane Santos, representa a instituição no Conselho de Coordenação do Pacto no biênio vigente (2021-2022). Os trabalhos prosseguem nos sete Grupos de Trabalho (GTs), através dos quais diretrizes em prol dos ecossistemas brasileiros são estabelecidas com amparo na ciência, no conhecimento técnico e na coletividade.
“A perspectiva é continuarmos alavancando ações para os territórios, sendo um vetor de transformação, de geração de oportunidades e transferência de capacidades técnicas para manter esse legado”, ressalta Fabiane. Atualmente, além do Cepan, outras 27 instituições integram o Conselho de Coordenação do Pacto, que chega a abraçar mais de 300 organizações em uma coalizão multisetorial pela recuperação da Mata Atlântica brasileira em 17 estados. Saiba mais.
* Registros do livro “Restauração de Paisagens Florestais e Oportunidades Sociais no Mundo Tropical”




