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Criação de Unidades de Conservação em Pernambuco é pauta de oficina facilitada pelo Cepan

Momento dedicado a escutar moradores, lideranças locais e demais atores sociais, além de representantes dos municípios próximos à Serra da Matinha, Serra do Carro Quebrado e Serra Comprida.

 

Ao longo do mês de maio, o Cepan realizou três oficinas para debater a criação de novas Unidades de Conservação em Pernambuco. Os encontros aconteceram nas regiões da Serra da Matinha (07/05), Serra do Carro Quebrado (27/05) e Serra Comprida (28/05) que se estendem pelos municípios de Carnaíba, Quixaba, Triunfo, Calumbi, Santa Cruz da Baixa Verde, São José do Belmonte, Mirandiba e Serra Talhada, todos localizados em Pernambuco.

 

O objetivo foi ouvir os moradores dessas localidades, suas lideranças locais, além de representantes dessas prefeituras e outros atores sociais. Ao todo, cerca de 130 pessoas participaram das oficinas participativas.

 

De acordo com Sofia Zagallo, analista de projetos do Cepan, todo esse processo é realizado para que a criação das Unidades de Conservação possa acontecer de forma realmente participativa, transparente e baseada em dados e informações técnicas.

 

“Essas escutas são fundamentais para garantir que a criação das UCs reflita os saberes e os interesses das comunidades, promovendo a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento sustentável desses territórios”, destacou Sofia.

 

Segundo Sofia, que é cientista ambiental, além de compreender a importância dessas áreas que devem ser protegidas, também é importante que os moradores e a sociedade civil entendam o que é uma Unidade de Conservação (UC), quais são as diferentes categorias em que elas podem ser criadas, e porque cada um desses tipos de UC pode trazer benefícios e responsabilidades bastante diferenciados.

 

Nos encontros, também foram apresentados os principais resultados dos estudos técnicos realizados sobre essas três regiões: regiões da Serra da Matinha, Serra do Carro Quebrado e Serra Comprida. Eles trouxeram aspectos ambientais e socioeconômicos sobre essas comunidades, incluindo informações sobre a fauna, flora e uso e ocupação da terra.

 

Para Sofia, um dos momentos mais importantes das oficinas foi a realização do “mapeamento participativo”, no qual os participantes foram divididos em grupos para compartilhar, juntos, as principais informações sobre essas áreas onde serão criadas as Unidades de Conservação.

 

Nos mapas de cada uma das suas comunidades, eles foram indicando informações como os possíveis usos de cada um desses territórios, além dos seus atrativos naturais, culturais, turísticos e religiosos e, ainda, as chamadas “pressões antrópicas”, que são as questões e os problemas trazidos pelos seres humanos, que precisam de cuidado para serem resolvidos pelo poder público.

 

“A finalidade é apresentar os resultados obtidos até o momento, além de promover uma discussão ampla e qualificada dessas informações entre os atores sociais envolvidos. Por isso, durante os encontros, foram coletadas contribuições relevantes relacionadas à denominação, aos desafios, limites, e potencialidades e usos existentes dessas áreas em análise”, explicou Sofia.

 

O projeto é financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) no âmbito do Projeto Estratégias de Conservação, Restauração e Manejo para a biodiversidade da Caatinga, Pampa e Pantanal (GEF Terrestre), que é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e tem o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) como agência implementadora e o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO) como agência executora.

 

O projeto foi selecionado através da Chamada de Projetos 03/2023 do GEF Terrestre e está sendo executado pelo Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan), em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha do Estado de Pernambuco (SEMAS/PE) e da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH).

 

Sobre a gente: 

 

O Cepan possui 24 anos na execução de projetos de conservação da natureza, consolidando sua atuação no cenário nacional. O trabalho da organização envolve a mobilização de diversos parceiros incluindo prefeituras, ONGs e comunidades locais, garantindo que os projetos sejam concluídos de forma eficaz e com impacto positivo tanto no meio ambiente, quanto na economia local, sempre priorizando o envolvimento dos atores locais nesse processo.

 

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