Oficina virtual da Rede forma agentes multiplicadores em produção e coleta de sementes

Postado em 15/09/2021

Iniciativa da Rede de Sementes e Mudas da Bacia do Rio Doce proporcionou troca de conhecimento com coletores mobilizados, tornando-os replicadores de saberes ligados à produção desses insumos

Grupos em processo de mobilização pela Rede de Sementes e Mudas da Bacia do Rio Doce estreitaram relação com conteúdos relacionados à produção e coleta de sementes no último mês de julho. A primeira capacitação de agentes multiplicadores, coletores e técnicos das casas de sementes da Rede reuniu 19 coletores já participantes da iniciativa, proporcionando a eles um mergulho virtual em conhecimentos técnicos, visando a replicação desses saberes e, como consequência, a potencialização da produção desses insumos.

Ainda seguindo protocolos de segurança de saúde devido à Covid-19, a oficina, inicialmente prevista para ser presencial, ocorreu de forma online. Foram disponibilizados previamente quatro vídeos temáticos, abrangendo conteúdos como marcação de matrizes, tipos de frutos e manejo de sementes. Os conteúdos nivelaram conhecimento com os coletores para subsidiar os encontros virtuais ao vivo, realizados entre 22 e 30 de julho, totalizando uma imersão de 15 horas-aula nos temas tratados ao longo de três dias.

Por videoconferência, os coletores entraram em contato com cases de sucesso, através de conversas com integrantes dos grupos Associação Rede de Sementes do Xingu (ARSX), Arboretum e Verde Novo. Também receberam explanações de técnicos da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), do Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan) e da Rede de Sementes do Vale do Paraíba – desde o histórico das formações das redes, princípios que regem esses grupos até colheita de sementes, manejo e legislação na produção.

 

Conheça cinco grupos que já foram mobilizados pela Rede

Confira o 1º boletim informativo da Rede

 

“Foi uma oportunidade de agregar os atores em torno dos conhecimentos técnicos, além de motivar grupos para ampliar e colaborar na multiplicação e repasse desses saberes para outros potenciais atores interessados em participar da Rede”, avalia Ivonir Piotrowski, um dos professores da capacitação. O curso faz parte de uma série de oficinas e treinamentos online que ocorrem entre 2020 e 2022, com a proposta de preparar coletores e produtores de sementes para atender demandas para atividades de restauração florestal.

“Como próximos passos, a Rede irá promover uma nova edição do curso de multiplicadores para os demais integrantes, além de encontros de reciclagem e uso alternativo de sementes florestais, entre outras oficinas relativas à produção de sementes e governança da futura Rede. Para isso, contamos com o andamento das áreas de restauração da bacia para suprimento da demanda de sementes e, consequentemente, a garantia de renda extra para os coletores das comunidades envolvidas”, detalha Ivonir.

 

Encontros virtuais favoreceram troca de conhecimento entre coletores mobilizados e especialistas

 

Em outubro próximo, está prevista ainda uma capacitação on-line sobre dinâmica de produção e comercialização de sementes. “Estamos planejando a agenda, reformulando possíveis idas a campo, no intuito de realizar algumas atividades presenciais, ainda respeitando as limitações de público impostas pelos protocolos contra a Covid-19”, explica Lara Ribeiro, analista de projetos do Cepan. A expectativa é que os encontros presenciais possibilitem uma maior troca de experiência entre os participantes e imersão mais intensa nos conteúdos. “A parte presencial em campo possibilita tirar dúvidas sobre o projeto, entender a produção de coleta, a marcação de matrizes, a identificação das espécies e sementes, entre outros pontos”, ressalta Lara.

Inicialmente, as sementes captadas pela Rede de Sementes da Bacia do Rio Doce são encaminhadas a atividades de restauração florestal em áreas degradadas na região. Em implementação há dois anos, a iniciativa é uma realização da Fundação Renova e do Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan), em parceria com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e a Associação Rede de Sementes do Xingu (ARSX). O projeto consiste em uma das frentes para recuperar a biodiversidade do rio Doce impactada pela lama das barragens de Fundão, em Mariana/MG. Saiba mais.


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