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Na linha de frente pela conservação da Caatinga: o papel da articulação com o poder público para criar áreas protegidas em Pernambuco

A Caatinga ocupa cerca de 10% do território brasileiro, mas menos de 2% está sob proteção integral. Esse dado revela um cenário crítico — e o Cepan está atuando para mudá-lo

 

Executando um esforço coletivo para ampliar as áreas protegidas no bioma, o Cepan tem promovido, desde 2024, uma série de diálogos estratégicos com o poder público das áreas-alvo do projeto, especificamente o sertão pernambucano.

 

Em forte parceria com a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco (Semas) e a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), a equipe do Cepan está mobilizando prefeituras, para apoiar a criação de novas Unidades de Conservação (UCs), fundamentais para frear a perda de biodiversidade e garantir um futuro mais resiliente para a região, considerando a importância de áreas protegidas para a convivência com o semiárido.

 

Mais do que apresentar um projeto, as reuniões são momentos de construção conjunta. O Cepan se compromete em ouvir as demandas locais, esclarecer cada etapa da proposta e, principalmente, fomentar o engajamento das gestões municipais e lideranças comunitárias.

 

Esse processo é essencial para garantir que as demandas de proteção da biodiversidade propostas em nível estadual estejam alinhadas com as estratégias municipais — um diálogo subnacional baseado na mobilização de pessoas, dados e conhecimento, que subsidia o desenho e estimula a futura gestão das áreas em proposta de criação.

 

A participação das prefeituras é decisiva tanto no processo de criação das Unidades de Conservação (UCs) — mobilizando atores locais e apoiando as atividades em campo — quanto na gestão futura dessas áreas. O poder público local exerce um papel estratégico no fortalecimento de oportunidades que podem surgir a partir da consolidação das UCs, como o turismo de natureza e de base comunitária, com potencial para impulsionar o desenvolvimento socioeconômico dos municípios.

 

Além disso, após a criação das UCs, os municípios podem ser beneficiados com o repasse do ICMS Socioambiental. O projeto tem promovido esse engajamento por meio do fortalecimento das capacidades locais, com destaque para a escuta ativa e a articulação conduzida pela equipe conjunta da iniciativa.

 

Em 2024, municípios como Carnaíba, Triunfo, São José do Belmonte, Serra Talhada, Parnamirim, Santa Maria da Boa Vista e Santa Cruz já participaram desses encontros. Novas agendas também foram realizadas em 2025, contemplando os municípios de Quixaba, Calumbi, Santa Cruz da Baixa Verde, além de novas rodadas nos municípios já mencionados, considerando as mudanças de gestão após as eleições. Cada reunião representa uma oportunidade valiosa para fortalecer o compromisso político e a colaboração em prol da conservação da Caatinga.

 

A missão do Cepan é clara: proteger a natureza brasileira com base na ciência, no diálogo e na participação social. E para isso, é preciso envolver todos os níveis de governo. O apoio das prefeituras tem sido uma peça-chave para fazer da Caatinga uma prioridade — e esse é apenas o começo.

 

Acompanhe nossas ações e venha fazer parte dessa transformação.

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