Experiência do Cepan com formação de agentes ambientais vira livro

Postado em 28/07/2020

Publicação lançada nesta terça-feira (28/07) narra o processo de capacitação de agentes ambientais em Pernambuco. Na quinta (30), uma live no Instagram apresenta um bate-papo sobre detalhes da obra

O trabalho do Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan) de aproximar o grande público de práticas de conservação do meio ambiente vem se tornando realidade, trazendo impactos positivos a Unidades de Conservação (UCs) em Pernambuco. Nesta terça-feira (28/07), a instituição lança o seu mais novo livro, que reúne informações técnicas e relatos de experiências na formação de cerca de 150 agentes ambientais populares entre 2017 e 2019.

Intitulada “Formação de Agentes Ambientais no Estado de Pernambuco: O desafio de aproximar as pessoas às Unidades de Conservação”, a publicação detalha etapas do processo formativo, que trouxe ações transformadoras a três áreas protegidas – o Parque Estadual Mata da Pimenteira, em Serra Talhada, no Sertão do Pajeú; e as Áreas de Proteção Ambiental (APAs) de Santa Cruz e de Guadalupe, nos litorais norte e sul do Estado, respectivamente.

O livro será disponibilizado gratuitamente nesta terça (28/07) no site do Cepan. Já na quinta (30), haverá live no Instagram da instituição, às 15h, com Emanuelle Souza, analista de projetos do Cepan, Paulo Pessoa, gestor da APA de Guadalupe (CPRH),  e Valmir Ramos, agente popular de Educação Ambiental da APA de Guadalupe, em um bate-papo com detalhes das ações e depoimentos dos participantes. O intuito é democratizar o acesso a esse tipo de informação e mobilizar mais pessoas a desenvolverem ações semelhantes em outras Unidades de Conservação.

“Quando se fala em área protegida, a principal ideia associada é que devemos proibir usos e nos distanciar para garantir a conservação. No entanto, a depender da natureza da área, ela contará com diferentes níveis de restrição de usos, mas que podem e devem aproveitar a aproximação com comunidades e atores de interesse locais, buscando um manejo que reduza a geração de conflitos e permita a construção do sentimento de pertencimento no público”, pontua Emanuelle, que participou de todo o desenvolvimento das ações. 

SOBRE OS PROJETOS – As capacitações do Cepan ocorreram ao longo de um ano e meio, viabilizadas através de aprovação em chamamento de projetos da Agência Estadual do Meio Ambiente (CPRH). O trabalho capacitou cerca de 150 pessoas que residem próximas às três UCs com formações em torno de temas como Educação Ambiental, Conservação da Biodiversidade, Planejamento e Legislação Ambiental, Gestão Participativa, Ética e resolução de conflitos, entre outros assuntos.

Da teoria, os agentes populares chegaram à prática, concretizando ações significativas. Na Mata da Pimenteira, por exemplo, os engajados estruturaram trilhas, com limpeza dos trajetos e sinalização por meio de placas informativas no Parque. Na APA de Santa Cruz, a história em quadrinhos “Maria Natureza”, criada pelos agentes, ensinou moradores, comunidades e escolas de Goiana, Itapissuma e Ilha de Itamaracá a protegerem o meio ambiente.

Eventos e feiras na APA de Guadalupe, envolvendo os municípios de Sirinhaém, Tamandaré, Rio Formoso e Barreiros, inspiraram os agentes a unirem esforços coletivos em prol da natureza. Os locais criaram uma ONG, o Instituto Ecoeducar, que segue de forma independente realizando capacitações, cine ambientais e limpeza de praias. Momentaneamente, as atividades estão paradas e aguardam o fim da pandemia para serem retomadas. 

Confira essa e outras publicações do Cepan.


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