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Cepan promove Curso de Coleta e Beneficiamento de Sementes Nativas vinculado ao Projeto Rede de Conservação e Restauração da Chapada do Araripe

Com o objetivo de estimular a coleta adequada de sementes florestais na Chapada do Araripe, o Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan), através do Projeto Rede de Conservação e Restauração da Chapada do Araripe, realizou nos dias 27, 28, 29 e 31 de maio o Curso de Coleta e Beneficiamento de Sementes da Caatinga. A iniciativa recebeu o apoio do Fundo Socioambiental da Caixa (FSA Caixa) e contou com a parceria da Rede para a Restauração da Caatinga (Recaa).

 

A formação teve como missão orientar os participantes sobre as melhores práticas de coleta e beneficiamento de sementes nativas da Caatinga para a comercialização, caracterizando-se como uma atividade de base da bioeconomia. As sementes são insumos fundamentais para o plantio nos perímetros de restauração onde o Cepan atua na região. O curso, realizado de modo híbrido, contou com as atividades teóricas e experiências práticas na Reserva Oásis Araripe, localizada no Crato (CE).

 

De acordo com Pedro Sena, coordenador técnico do Cepan, vários participantes do curso já tinham a prática da coleta de sementes, mas principalmente para uso próprio. A formação permitiu compreender o processo adequado de coleta, beneficiamento e armazenamento das sementes, sobretudo entendendo as boas práticas para a comercialização da melhor forma possível.

 

“Nossa intenção com o curso foi estimular a cadeia produtiva de insumos da restauração na Chapada do Araripe. Quem desejar vender a semente, por exemplo, precisa fazer a coleta, limpar, secar, beneficiar e acondicionar para poder comercializar, após esse processo”, afirmou Adrielle Leal, bióloga e Analista de Projetos do Cepan.

 

O curso capacitou mais de 30 participantes, sendo o grupo formado em sua maioria por mulheres, reunindo um público bastante diversificado. Coletores de sementes, guias turísticos, representantes de ONGs, estudantes, professores da rede básica de ensino, agricultores e pesquisadores participaram da formação, que foi a segunda de uma série de seis edições que serão oferecidas no território.

 

 

Participaram do curso, compartilhando suas experiências, Bárbara Dantas (representando a Embrapa Semiárido), Milene Alves (da Rede de Sementes do Xingu e que também faz parte do Redário), Matheus Rezende (do Redário, uma articulação entre redes e grupos de coletores de sementes, e do Instituto Socioambiental), Tatiana Calaça (do Instituto Florestar e da Rede para Restauração da Caatinga – Recaa) e Ana Claudia Destefani (também da Rede para Restauração da Caatinga – Recaa).

 

Ao promover a educação de integrantes de diferentes entidades que atuam na Chapada do Araripe, que fica na região do Cariri cearense, o projeto tem a expectativa desse trabalho resultar em impactos positivos para a preservação do patrimônio natural da Caatinga, bem como do desenvolvimento sustentável da comunidade local. Apesar de ser um santuário ecológico, este território enfrenta desafios devido à degradação ambiental causada pelas ações humanas, tornando-se um alvo estratégico de iniciativas de restauração e conservação.

 

O Fundo Socioambiental da Caixa (FSA Caixa), que financiou a iniciativa, aplica recursos da Caixa Econômica Federal para apoiar projetos e investimentos socioambientais com foco na população de baixa renda. Já a Rede para a Restauração da Caatinga (Recaa) é um movimento voltado para criar uma governança no bioma Caatinga, com a finalidade de criar a cultura de restauração e oportunidades de trabalho digno e geração de renda.

 

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