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Cepan lança vídeo para divulgar o projeto “Criando Unidades de Conservação no Semiárido Pernambucano”

Conteúdo audiovisual educativo promove a sensibilização da população que mora na Caatinga sobre importância de conservar o bioma

 

O projeto “Criando Unidades de Conservação no Semiárido Pernambucano” desempenha um papel estratégico para a conservação da Caatinga no Estado. Um de seus pilares é a comunicação com a população, visando garantir a participação social no processo de criação de áreas protegidas. O projeto busca disseminar a importância da Caatinga e a necessidade de sua conservação. Dentro desse contexto, a equipe do Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan) desenvolveu um conteúdo audiovisual com o objetivo de alcançar as comunidades locais, especialmente aquelas situadas no entorno das áreas propostas para serem protegidas.

 

Sofia Zagallo, analista técnica do Cepan, explicou que o propósito principal do vídeo é comunicar de forma eficaz com os moradores das áreas rurais. Parte desse público tem dificuldade de leitura, mas tem costume ou facilidade de acessar conteúdos audiovisuais. A identificação dessa realidade durante a etapa de mobilização social do projeto levou à criação de um material mais visual e ilustrativo, capaz de dialogar diretamente com essas comunidades. “O objetivo foi realmente chegar nas pessoas dos territórios, para elas entenderem de uma maneira simplificada, fácil, o que é o projeto e como podem participar.”

 

São alvo do projeto os municípios pernambucanos de Carnaíba, Triunfo, São José do Belmonte, Parnamirim, Santa Cruz, Santa Maria da Boa Vista, Orocó e Quixaba.

 

O vídeo, que se destaca por sua característica pedagógica e objetiva, foi resultado de um trabalho conjunto entre a equipe técnica do Cepan, com ilustração de Letícia Carvalho e produção de Jéssica Lopes e Gabriel Silva. O filme é apresentado com uma sequência de desenhos feitos a mão em tempo real (técnica do Whiteboard), com imagens que remetem ao sertão, à fauna e à flora, além do homem do campo. O material não apenas informa, mas também busca educar e conscientizar a população sobre a importância da preservação da Caatinga e dos benefícios das áreas protegidas.

 

 

O projeto, que propõe a criação de unidades de conservação públicas, é visto como uma iniciativa crucial para o semiárido pernambucano. “Esse processo de educação popular e de conscientização é uma das chaves, um dos aspectos mais importantes do projeto”, afirmou Sofia, destacando que a participação social será uma peça fundamental em todas as etapas da iniciativa.

 

Além do vídeo ser distribuído entre as comunidades locais e em ações promovidas pelo Cepan, Sofia também incentiva a replicação e o compartilhamento desse conteúdo, para que a mensagem da conservação do bioma alcance o maior número de pessoas possível. Com este projeto, o Cepan busca não apenas proteger a biodiversidade local, mas também engajar as comunidades no processo de conservação ambiental, promovendo uma maior compreensão e apoio às novas unidades de conservação que serão estabelecidas na região.

 

O projeto visa a criação de seis novas Unidades de Conservação (UCs) no Semiárido, com o objetivo de proteger a Caatinga, um bioma brasileiro que sofre com o desmatamento e a desertificação. A iniciativa pretende criar cerca de 9 mil hectares de áreas protegidas, contribuindo para a preservação desse bioma único e suas comunidades. Executado pelo Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan) e em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha (Semas) e a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), o projeto envolve a mobilização social, a realização de eventos, oficinas participativas e consultas públicas, além de estudos técnicos para identificar e divulgar a importância de conservar essas áreas.

 

O projeto é financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) no âmbito do Projeto Estratégias de Conservação, Restauração e Manejo para a biodiversidade da Caatinga, Pampa e Pantanal (GEF Terrestre), que é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e tem o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) como agência implementadora e o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO) como agência executora.

 

O conteúdo audiovisual pode ser conferido no link: https://www.youtube.com/watch?v=613gT1cx-b4

 

 

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