Em balanço prévio de atividades, a instituição estima cumprimento de todas as metas previstas para os mais de 10 projetos dos quais tomou parte ao longo de 2021
Um ano de superação e aprendizados. Assim foi 2021 para o Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan). Ainda enfrentando limitações impostas pela pandemia da Covid-19, a instituição segue se reinventando para cumprir seu compromisso de atuar ativamente pela conservação e restauração da biodiversidade brasileira. Em balanço prévio de atividades, o Cepan estima alcance de todas as metas previstas para os mais de 10 projetos dos quais tomou parte ao longo do ano.
Trabalhando com elaboração, planejamento, execução e coordenação de projetos de restauração florestal, o Cepan viabilizou em 2021 o plantio de 614 mil novas árvores nativas, recuperando áreas degradadas nos biomas Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga. Com atividades de plantio, condução da regeneração natural e implementação de Sistemas Agroflorestais (SAFs), entre outras ações, a instituição atuou diretamente pela recuperação de 165 hectares de áreas degradadas.
Entre os destaques para as ações de restauração constam territórios em Santa Rita-PB, Lagoa dos Gatos-PE, Aracruz-ES, São João do Paraíso-MG e na região da Chapada do Araripe, entre Ceará, Piauí e Pernambuco. As atividades envolveram mobilização de novas áreas, estudos das cadeias produtivas locais, capacitações técnicas para atores locais, além de plantios de mudas e semeadura direta – técnica eficaz que mobiliza pessoas e estabelece relações produtivas em torno da coleta e do beneficiamento de sementes florestais. Na Paraíba, inclusive, as ações de restauração do Cepan semearam cerca de 1.200kg de 87 espécies nativas, a maior muvuca já elaborada pela instituição.
“2021 ainda foi um ano duro, em função das restrições que a pandemia trouxe, mas graças à dedicação do nosso time, à ajuda e colaboração dos parceiros institucionais, a gente conseguiu alcançar todas as metas previstas”, avalia Severino Ribeiro, Diretor Presidente do Cepan. Segundo ele, a instituição precisou inovar, transferindo muitas atividades presenciais para a modalidade online. Já as atividades de campo ocorreram com grande rigor técnico, conciliando metas, cronogramas e protocolos de segurança para os profissionais envolvidos.
Já na área de treinamento e capacitação, o Cepan seguiu desenvolvendo a expertise dos cursos virtuais. Em 2021, a instituição desenvolveu e implementou 9 cursos que levaram temáticas de restauração e conservação de ecossistemas a mais de 200 pessoas em todo o Brasil. Em parceria com instituições como WRI Brasil, TNC Brasil, WWF-Brasil e Projeto GEF Terrestre, entre outras, o Cepan levou conhecimento a estudantes, pesquisadores, coletores de sementes, produtores de mudas, agricultores familiares, indígenas, assentados, quilombolas e gestores públicos.
Ao todo, no ano em que celebrou 21 anos de existência, o Cepan impactou pessoas e territórios em oito estados brasileiros – Ceará, Piauí, Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo. “Foi um ano desafiador, de muito empenho e trabalho. Tivemos que nos reinventar diante das circunstâncias, pois o meio ambiente não espera. É preciso agir!”, endossa Cristiane Lucena, Diretora Executiva do Cepan. Agora em sintonia com a Década das Nações Unidas de Restauração de Ecossistemas, a instituição entra em 2022 buscando celebrar novas parcerias e desenvolver trabalhos ainda mais de forma integrada, unindo sociedade, poder público, formação e conhecimento científico em prol da biodiversidade.
Para o ano seguinte, a expectativa é também de expandir a atuação institucional e ampliar o alcance de resultados, mantendo acesa a esperança por um Brasil mais verde e sustentável. “Sigamos na esperança de que 2022 seja ainda melhor, com mais trabalho para que possamos continuar contribuindo com a conservação da biodiversidade brasileira, e envolvendo cada vez mais pessoas nesse processo”, reitera ela.




