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Cepan é ator oficial da Década da Restauração de Ecossistemas da ONU

Instituição pernambucana é a primeira do Nordeste do Brasil a integrar frente com líderes e instituições de todo mundo que incentiva a restauração de habitats naturais para reduzir impactos ambientais no planeta

O Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan) é o mais novo ator da Década das Nações Unidas (ONU) de Restauração de Ecossistemas. Pelos próximos 10 anos, a instituição pernambucana estará com suas ações alinhadas ao movimento mundial que incentiva a recuperação de habitats naturais para reduzir impactos ambientais no planeta.

A formalização se deu em novembro passado, quando o Cepan integrou uma primeira reunião virtual com participantes da iniciativa. Do lançamento da Década em junho até o momento, já são 21 instituições de vários países unidas e comprometidas em realizar ações para recuperar os ecossistemas nativos. A instituição pernambucana é a única instituição do Nordeste do Brasil a figurar oficialmente como ator no movimento.

“Estaremos participando de reuniões regulares, integrando debates e informando as nossas intenções de executar ações de restauração até o final da Década”, explica o coordenador geral do Cepan, Joaquim Freitas, que representa a instituição nas reuniões da iniciativa. Enquanto ator da Década da Restauração de Ecossistemas, o Cepan também ganha reconhecimento para suas ações em restauração e conservação florestal no Brasil.

Há 21 anos, o Cepan vem atuando em prol da conservação da biodiversidade brasileira, inicialmente na Mata Atlântica nordestina e atualmente envolvendo também regiões do bioma no Sudeste, além dos biomas Caatinga e Cerrado. A instituição atua ainda movimentando a cadeia produtiva da restauração e da conservação ambiental, formando e mobilizando múltiplos atores sociais. Uma forma de trabalho naturalmente alinhada ao propósito da Década.

“Para nós, é um importante reconhecimento, que consolida o nosso papel enquanto instituição atuante, que consegue executar a restauração na prática, e, com isso, dar nossa efetiva contribuição na recuperação dos ecossistemas brasileiros”, reforça Joaquim. A proposta é que, até 2030, o esforço coletivo motivado pela Década ajude a recuperar áreas degradadas em todo o mundo, frear mudanças climáticas e estimular um novo modo de vida – mais sustentável, em sintonia com a natureza e o bem estar social e humano.

10 ANOS PARA MUDAR O PLANETA – Uma frente global contra as mudanças climáticas. A Década das Nações Unidas de Restauração de Ecossistemas é um movimento internacional encampado pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA) e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). Visa mobilizar empresas, organizações, governos e a sociedade civil como um todo para desenvolverem ações para recuperar o capital natural dos ecossistemas nativos e diminuir impactos na exploração de recursos naturais.

De acordo com a ONU, estudos apontam que 1/3 das questões climáticas atuais podem ser encaminhadas protegendo e revitalizando ecossistemas como florestas tropicais e manguezais. Cientistas também identificaram que restaurar áreas naturais pode limitar o aquecimento global em até 1,5º C. A ONU também estima que essa grande frente de restauração possa inspirar mudanças sociais profundas, criando milhões de empregos com potencial de movimentar anualmente cerca de 7 trilhões de dólares com atividades como plantio de árvores, agroecologia, sistemas produtivos sustentáveis, entre outras.

Em 5 de junho de 2021, Dia Mundial do Meio Ambiente, foi lançada oficialmente a Década das Nações Unidades de Restauração de Ecossistemas. Seis meses depois, o movimento prossegue mobilizando instituições em todo o mundo a realizarem e reportarem suas ações de restauração florestal, de forma a inspirar e congregar novos colaboradores, e ainda facilitar o intercâmbio de conhecimento entre os parceiros envolvidos. Entre variadas metas, o movimento espera recuperar 1 bilhão de hectares em todo o planeta até 2030.

Espera-se que a coalizão também contribua rumo ao cumprimento de alguns dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estipulados pela ONU, como erradicação da pobreza, fome zero, acesso a água potável e saneamento. “Isso porque a recuperação dos ecossistemas impacta diretamente na produção de alimentos, de água e de recursos energéticos, gerando não só benefícios ambientais, mas também ganhos econômicos, bem-estar e qualidade de vida para toda a sociedade”, detalha Joaquim.

 

Acesse o SITE OFICIAL da Década da Restauração de Ecossistemas

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