Cepan divulga balanço de atividades em 2020

Postado em 19/02/2021

Ao longo do ano, a instituição esteve executando 12 projetos, beneficiando 70 hectares de solo, captando quase 2 mil kg de sementes nativas e viabilizando plantio de mais de 400 mil mudas 

No ano em que celebrou 20 anos de existência, o Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan) se reinventou durante a pandemia e cumpriu grandes metas para recuperar e proteger o capital natural brasileiro. Neste fevereiro de 2021, a instituição divulgou o balanço de atividades do ano de 2020, revelando números positivos na geração de soluções para a conservação da biodiversidade.

Devido ao contexto mundial, o Cepan precisou remodelar suas atividades logo no início do ano. Durante meses, as atividades ocorreram remotamente, abrindo espaço para o desenvolvimento de uma nova expertise – atividades em formato virtual. Através da Internet, a instituição conseguiu ministrar formações à distância, mobilizando conhecimento científico na pandemia. Também criou a “Assuntando”, série de lives através do Instagram @cepan.ong, que resultou em 13 transmissões de bate-papos sobre temas relevantes à conservação da biodiversidade.

“Graças aos parceiros e ao reconhecimento do nosso trabalho, pudemos reestruturar a agenda de projetos que a instituição coordena e executa, reinventando e remodelando algumas atividades que efetivamente estariam em campo mas, que agora, para esse momento, acontecem majoritariamente online”, avalia Severino Ribeiro, presidente do Cepan. No segundo semestre, o Centro migrou para as atividades semipresenciais. Respeitando os protocolos de segurança e distanciamento, finalizou 2020 tomando parte de 12 projetos, que beneficiaram Mata Atlântica e Caatinga, além de zonas Costeiras e Marinhas.

Em 2020, foram seis novos projetos técnicos realizados, entre eles – o desenvolvimento de Planos de Recuperação para Áreas Degradadas (PRADs) para a Área de Proteção Ambiental (APA) Chapada do Araripe e para a Floresta Nacional (FLONA) do Araripe-Apodi, no Sertão nordestino; e a elaboração de projetos executivos de restauração florestal e compensação no entorno da barragem de Serro Azul, na Mata Sul de Pernambuco.

Mesmo com a pandemia, o Cepan conseguiu viabilizar a implementação de 70 hectares de solo para restauração e apoiou o plantio de 441.443 mudas de árvores nativas. Além disso, mobilizou 68 coletores, que reuniram quase 2.031 kg de sementes nativas. Foram engajados ainda 80 atores sociais em semeadura direta, além de 70 agentes sociais em redes de mudas e sementes, incluindo indígenas, povos tradicionais e quilombolas.

Entre as atividades realizadas, constam ainda iniciativas que já estavam em andamento, como a elaboração de projetos executivos para outras instituições, através da Campanha de Alavancagem de Restauração Florestal na Mata Atlântica, que ocorre desde 2017; e a promoção de estudos para subsidiar a criação de uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) em Belo Jardim (PE), em andamento desde 2018.

Outra iniciativa de destaque no ano foi o engajamento do Cepan como integrante da Rede de Sementes e Mudas da Bacia do Rio Doce, uma parceria com a Fundação Renova com apoio da Associação Rede de Sementes do Xingu e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Através da iniciativa, a instituição ajuda a movimentar a cadeia produtiva da restauração local, beneficiando coletores de sementes e realizando capacitações técnicas, entre outras atividades.

Para 2021, Severino espera que o Cepan prossiga cumprindo os objetivos propostos e fortalecendo as novas competências institucionais desenvolvidas, sempre com abertura para o novo. “Foi um ano duro, de aprendizado, mas que, efetivamente, os parceiros e colaboradores mostraram que é possível se adequar e manter uma dinâmica institucional dentro desse novo cenário de trabalho que se apresentou no ano passado”, prospecta o presidente. 

Confira informações detalhadas sobre as atividades do Cepan em 2020 no Relatório de Atividades, disponível AQUI.


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