“As Caras da Restauração”: websérie revela boas práticas em conservação ambiental

Postado em 29/10/2020

Em cinco episódios, personagens reais contam suas histórias e relatam como fazem a diferença pelos biomas brasileiros unindo conservação e produtividade

No município de Pintadas (BA), uma figura se destaca como protagonista na conservação da Caatinga. A sertaneja Silvany Lima descobriu no umbu uma fonte de renda e uma maneira de proteger um dos biomas brasileiros mais ameaçados. Essa história, testemunhada pelo Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan), é contada no terceiro episódio da websérie “As Caras da Restauração”, uma iniciativa do WRI Brasil que apresenta curtas narrativas enfocando pessoas que são exemplo na conservação da biodiversidade. Assista aqui.

Em três minutos de episódio, Silvany Lima conta que teve a ideia de começar a produzir suco de umbu, fruta nativa do bioma. Ela e outras mulheres da região se juntaram e criaram uma cooperativa. “Começou pequeno, tudo manual, mas não imaginamos que ia crescer tanto”, diz ela no vídeo. A narrativa mostra como uma ação simples, além de gerar renda para as populações rurais, também se torna uma medida de conservação efetiva. “Não faço mais queimadas e comecei a preservar o que nasce. Tudo o que temos aqui é nativo da região”, afirma Silvany.

O Cepan conheceu de perto o trabalho de cooperativas no interior da Bahia em outubro de 2019. Um total de 25 técnicos de diversas instituições ambientais foram convidados pelo WRI Brasil para um intercâmbio de três dias com os cooperados, que atuam nas cidades de Pintadas, Monte Santo e Uauá. O grupo visitou propriedades rurais e unidades processadoras que transformam frutas nativas em sucos, doces, compotas e outros produtos alimentícios comercializados pelo Brasil afora. 

“Naqueles dias, conhecemos como o trabalho das cooperativas foi importante para a valorização dos produtos florestais não madeireiros da Caatinga e como é possível promover conservação e restauração do bioma por meio desse tipo de organização social. No caso de Pintadas, o trabalho é ainda mais inspirador por ser protagonizado por mulheres. Dar cara às pessoas que estão por trás de tudo isso e deixá-las contar sua história é mais uma forma de mostrar que é possível tornar essas iniciativas replicáveis”, conta Emanuelle Souza, analista do Cepan que representou a instituição no intercâmbio promovido pelo WRI. 

A websérie “As Caras da Restauração” estreou no último 14 de outubro, com o intuito de mostrar ao público que é possível conservar a natureza e ter produtividade em atividades socioeconômicas ao mesmo tempo. Os dois primeiros episódios seguem disponíveis no site do WRI Brasil, contando a história da Família Soares – que implementou uma agrofloresta em Juruti (PA), onde plantam mandioca e preservam a Amazônia – e de Bruno Mariani – que conduz reflorestamento de espécies nativas da Mata Atlântica em Trancoso (BA). 

Ao todo serão 5 episódios lançados até novembro. Dia 04/11, o público vai conhecer o trabalho de Emerson e Viviane, os “guardiões da juçara”, de Santa Teresa (ES). Já o episódio que sai dia 11/11 aborda a história de Patrick Assumpção, o “semeador de mercados” que atua no Vale do Paraíba (SP). A websérie também pode se assistida no Instagram e no Facebook do WRI Brasil, bem como maiores informações a respeito.

Confira aqui os episódios disponíveis:

Episódio 1 – Família Soares: um projeto de vida para plantar sem queimar a Amazônia

Episódio 2 – Bruno Mariani: o domesticador de árvores nativas do Brasil 

Episódio 3 – Silvany Lima: a sertaneja que colhe dinheiro nas árvores da Caatinga

 

Foto: Silvany Lima, por Bruno Felin (WRI Brasil)


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