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O plantio de sementes como ferramenta de educação ambiental e engajamento na Mata Atlântica de Pernambuco

Alunos aprenderam sobre o impacto das atividades humanas no meio ambiente e a importância da restauração ecológica de biomas degradados

 

Interessados, curiosos e animados: assim estavam os estudantes da Escola de Referência em Ensino Médio Governador Eduardo Campos, no município de Joaquim Nabuco (PE), durante a ação de plantio ali realizada pelo Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan). Os alunos foram orientados pelo geógrafo Joaquim Freitas, coordenador geral do Cepan, que palestrou sobre o impacto da atividade humana no meio ambiente e a importância de restaurar os ecossistemas degradados – exatamente o que os alunos fariam na etapa seguinte, a do plantio.

 

O local onde a escola está localizada, na Zona da Mata de Pernambuco, não poderia ser mais adequado para a ação: menos de 3% da região conta com fragmentos remanescentes de Mata Atlântica, e a paisagem que predomina é a dos vastos plantios cana-de-açúcar. Durante a palestra de Joaquim Freitas, aliás, diversas perguntas dos alunos trataram desse assunto: como o uso da terra na região, historicamente, se configurou a partir da monocultura de cana, e as consequências desse modelo econômico para a biodiversidade do local. “Os alunos foram estimulados principalmente a entender qual a importância de realizar ações de restauração a partir de sua própria realidade”, conta o coordenador geral do Cepan.

 

Antes de entregar as sementes e as enxadas aos estudantes, Joaquim Freitas falou sobre a evolução da perda de vegetação no Brasil e as diversas fases da restauração florestal no país – desde os plantios sem critérios fixos, passando pelo entendimento da importância das espécies nativas, até o modelo atual, que considera também a geração de renda aos moradores. Só então chegou a hora de colocar a mão na massa – ou, mais precisamente, na terra.

 

Os estudantes aprenderam a preparar o solo para o plantio, bem como a realizar a “muvuca” de sementes, isto é, a sua mistura; e daí partiram para o plantio. “Expliquei a eles que o ideal é que se tenha diversidade de espécies nativas para evitar uma grande competição ou dominância entre elas. E que, durante o plantio, é necessário realizar a mistura das sementes dentro dos recipientes, para manter a mistura homogênea”, conta Joaquim Freitas.

 

 

Alunos receberam orientação sobre manejo de sementes nativas e auxiliaram na restauração da Mata Atlântica no entorno da Escola de Referência em Ensino Médio Governador Eduardo Campos, no município de Joaquim Nabuco (PE)

 

Boa parte da ação foi realizada pelos próprios estudantes, que se organizaram em equipes para plantar as sementes nativas da Mata Atlântica. Havia inclusive estudantes filhos de agricultores, que trouxeram de casa a experiência do cultivo de sementes. Agora devidamente treinados, a Mata Atlântica da área em que fica a escola ganhou um novo aliado: os estudantes, engajados nesse processo de partilha de conhecimento e acompanhamento do desenvolvimento das plantas nativas.

 

Sobre Nós:

 

O Cepan executa há 24 anos projetos de conservação da natureza, com um trabalho consolidado no Brasil. As ações envolvem a mobilização de diversos parceiros, incluindo prefeituras, ONGs e comunidades locais, garantindo que os projetos sejam concluídos de forma eficaz e com impacto positivo tanto no meio ambiente quanto na economia regional, sempre priorizando o envolvimento dos atores locais nesse processo.

 

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