Evento reuniu especialistas para definir indicadores de restauração ecológica no Brasil (Foto: Claúdio Bezerra/Embrapa)
O Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan) esteve presente na oficina “Indicadores da Vegetação para Monitoramento e Avaliação da Recuperação Ambiental”, realizada na sede da Embrapa, em Brasília, representando a Rede para Restauração da Caatinga (ReCaa), que foi convidada para o evento. O encontro, promovido entre os dias 25 e 29 de novembro de 2024, contou com a participação de coletivos de restauração de todo o Brasil e visou definir critérios para avaliar o impacto das estratégias de recuperação ambiental em diferentes biomas.
Durante os cinco dias de debates, os representantes da Recca, através do Cepan, contribuíram com a visão específica para a recuperação da Caatinga, destacando a importância de um trabalho colaborativo entre governo, academia e comunidades locais. “A participação em um evento como esse reafirma nosso compromisso com a construção de políticas eficazes para a restauração ambiental, em especial para biomas tão singulares como a Caatinga”, destacou Pedro Sena, coordenador técnico do Cepan, que representou a Recaa na ocasião.
A oficina tem como um dos resultados a elaboração de um documento técnico com propostas para a criação de indicadores de monitoramento, que servirão de base para instruções normativas nacionais do IBAMA e ICMBio. A atuação da Recca, ao lado de redes de restauração de outros biomas, reforça a relevância do Caatinga no cenário da restauração ecológica e fortalece a rede de parceiros engajados na recuperação ambiental em todo o Brasil.
O evento contou com a participação de diversas instituições e projetos nacionais e internacionais comprometidos com a restauração ambiental. Entre os principais participantes, estavam o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Serviço Florestal dos Estados Unidos (USFS) e a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID Brasil).
Além disso, o evento teve apoio de projetos estratégicos como o ASL Brasil – Projeto Paisagens Sustentáveis da Amazônia, o Projeto Mata Atlântica – Biodiversidade e Mudanças Climáticas e o Projeto GEF Terrestre – Estratégias de Conservação, Restauração e Manejo para a Biodiversidade da Caatinga, Pampa e Pantanal. A articulação reuniu especialistas, acadêmicos, gestores e representantes de comunidades locais, com o objetivo de estabelecer indicadores e protocolos para monitorar a recuperação ambiental nos biomas brasileiros.




